Histórico
DA CRIAÇÃO
ATÉ HOJE...
As terras que
hoje formam o município de Extremoz, no
passado tinham outros habitantes: os índios
Tupis e Paiacus que viviam as margens da Lagoa
de Guajirú atualmente conhecida como lagoa
de Extremoz.
Em 1607, século
XVII, o governo português na pessoa do seu
capitão-mor Jerônimo de Albuquerque
concedeu aos jesuítas a terra utilizada
pela missão. Responsáveis pela catequese
dos índios, os jesuítas estabeleceram
a missão em Guajirú, construíram
a igreja de São Miguel e a partir de então
a sociedade tribal sofreu a influência de
novos costumes alicerçados na doutrina
cristã.
Em 1757, diante
da invasão holandesa, os jesuítas
foram expulsos e a aldeia que já abrigava
cerca de 1429 pessoas foi elevada a condição
de Vila. No dia 03 de maio de 1760 a vila passa
a se chamar Vila Nova de Extremoz do Norte. Segundo
o historiador Câmara Cascudo, Extremoz foi
a primeira Vila da Capitania do Rio Grande do
Norte.
Nessa época
a vila era importante centro econômico da
região com a criação de gado,
antes da chegada do cultivo da cana-de-açúcar.
Dessa época, os moradores preservam na
memória coletiva lendas como a da cobra,
a do carro caído, e a do tesouro enterrado
nos alicerces da igreja. Diz a lenda que a população
na tentativa de encontrá-lo, destruiu a
igreja na qual hoje só se vê ruínas.
Entretanto em
18/08/1885 a Lei Provincial n.º 321 incorporou
a Vila de Nova Extremoz ao povoado de Boca da
Mata, que recebeu a denominação
de Vila de Ceará Mirim. Apena em 4 de abril
de 1963 Extremoz recuperou sua autonomia, tornando-se
Município do Rio Grande do Norte.
ORIGEM
DO NOME
Vila
Nova de Extremoz do Norte recebeu este nome pela
sua localização geográfica
ao norte da capital Natal.
MONUMENTOS
Ruínas
da antiga Vila, capela de São Miguel e
convento de Extremoz - tombado a 18/12/1990.
A
Matriz de São Miguel foi considerada por
Câmara Cascudo como a mais bela igreja colonial
do estado erguida no barroco, tinha 16m de altura,
13,5m de largura, 30m de comprimento e paredes
com 80cm de largura. Servia de igreja residência
dos jesuítas. Foi nessa igreja que o índio
Poti, Antônio Felipe Camarão, foi
batizado na manhã de 13/06/1612. Aos 30
anos recebeu os nomes de Antônio em homenagem
ao santo do dia, Felipe em homenagem ao rei Felipe
da Espanha e "Camarão" a tradução
de seu nome (Poti). Mais tarde casou-se, na mesma
igreja, com Clara, índia de nação
potiguar.
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